domingo, 28 de outubro de 2012

RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRABALHO


             A dificuldade de relacionamento entre as pessoas é um dos principais problemas vivenciados no mundo moderno, quer seja entre amigos, entre pessoas da família ou entre colegas de trabalho. Minhas experiências na área acadêmica e em consultorias organizacionais corroboram com essa afirmação, já que são inúmeros relatos de conflitos interpessoais que recebo semanalmente.

             De modo geral essas desavenças surgem na interação diária entre duas ou mais pessoas, ocasionadas por divergência de ideias, por diferenças de personalidade, objetivos ou metas e por variedade de percepções e modos de analisar uma mesma informação ou fato.

O problema se instala quando essas situações não são resolvidas ou não são percebidas pelos envolvidos, ficando “mascarados”, invisíveis e internalizados nos colaboradores que acabam demonstrando suas emoções somente quando se sentem ameaçados, injustiçados ou até mesmo temerosos de perder posições ou funções que ocupam. Tanto as pessoas quanto as empresas sofrem a consequência das relações interpessoais negativas que geram demotivação da equipe, queda do rendimento e da produtividade, sabotagens conscientes (faltas e atrasos no trabalho) e inconscientes (“estou sem vontade de fazer isso agora”).

 As trocas constantes de informações e o diálogo são essenciais quando se busca a preservação dos relacionamentos e o trabalho em equipe, o que acaba sendo imprescindível para o bom andamento das atividades organizacionais. Nesse sentido, o relacionar-se é dar e receber ao mesmo tempo, abrir-se para o novo, buscar ser aceito e ser entendido e entender o outro.

             Vale ressaltar que sempre existirá não só no trabalho, mas no contexto social, os jogos de interesses, ou seja, “sou receptivo e agradável com determinadas pessoas, enquanto elas foram necessárias e convenientes para alcance das minhas necessidades e objetivos”, são aquelas alianças tidas como temporárias e frágeis. É obvio que essas ações não são éticas e nem humanas, mas a realidade nos revela que vivenciamos muitas vezes um jogo de interesses que estão mascarados e velados.

            No ambiente de trabalho, onde passamos cerca de um terço de nossa vida é fundamental saber conviver com as pessoas e respeitá-las em suas individualidades, caso contrário, somente o fato de pensar em ir para o trabalho passa a ser insuportável e sofrível.

            A contribuição que é recebida das pessoas no trabalho equivale a forma com que elas são tratadas e respeitadas em suas diferenças e particularidades; com isso é possível receber como retorno o apoio e um bom trabalho dos profissionais.

              Outro fator de destaque e que merece reflexão é o perfil do líder, que no processo das relações interpessoais requer habilidades assertivas, humanizadas e conciliadoras, conduzindo a equipe de forma harmoniosa e coesa. Por outro lado, se o líder for conflituoso, autoritário, isolado, invejoso e soberbo, só acumulará discórdias, desentendimentos e a falta de união.

             Alguns indivíduos não conseguem lidar com a adversidade e com opiniões diferentes da sua, deixando-se levar por uma impressão negativa das pessoas, sem ao menos procurar compreendê-las ou conhecê-las. Com esses sujeitos fica difícil a convivência e o diálogo pois eles se fecham em suas ideias e convicções e se isolam do restante da equipe.

             Para que o clima organizacional seja harmonioso e as pessoas tenham um bom relacionamento interpessoal, é necessário que cada um deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e duradouras.


Profa. Dra. Yeda Oswaldo, psicóloga, doutora em psicologia & coach. Ministra o curso MASTER EM LIDERANÇA E GESTÃO - MLG - LÍDER COACH. Saiba mais em: www.infinityative.com.br